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Comunicação
4 min de leitura

As Soft Skills no setor da saúde

  Você com certeza já ouviu falar das soft skills, termo que está em alta nos mercados de trabalho mundo afora. 

  As soft skills são competências que estão relacionadas a inteligência emocional, ou seja, habilidades intrinsecamente humanas, subjetivas e difíceis de serem mensuradas. São percebidas ao longo da convivência profissional. 

 As 5 habilidades comportamentais mais desejadas no mercado, listadas pelo LinkedIn foram:

1 – Criatividade

2 – persuasão

3 – Trabalho colaborativo

4 – Capacidade de adaptação – 

5 – Gestão do tempo

  Muito se fala dessa busca por profissionais que tenham essas habilidades desenvolvidas, mas a verdade é que o mercado reflete o que as pessoas estão precisando. Clientes, pacientes, consumidores buscam por marcas, empresas e serviços humanizados. Esses serão os grandes diferenciais dos profissionais de sucesso. As novas tecnologias chegam para nos ajudar a resolver problemas de maneira mais rápida, mas jamais serão substituídas pelas características humanas, pelo senso crítico e empatia daqueles que operam essas tecnologias. 

  Quando falamos dessas habilidades na área da saúde, é válido pontuar que para realizar um bom trabalho não basta ter as competências técnicas necessárias (hard skills), que claro, são fundamentais também, mas é preciso ter auto controle e saber lidar com as diferentes situações que se apresentam. Para isso, desenvolver as soft Skills para atuar na área da saúde é essencial e é o conjunto dessas características que vai estabelecer a identidade do profissional e o seu diferencial perante a percepção dos seus clientes.  

Coloco enfoque aqui em 3 habilidades que considero essenciais para quem atua na área da saúde:

Empatia:  Uma relação empática envolve a compreensão dos sentimentos, emoções e atitudes a partir da perspectiva do outro. É ter interesse genuíno por escutar o outro sem julgamentos próprios. Pesquisas mostram que quando há empatia no atendimento de saúde os pacientes sentem-se compreendidos nas suas demandas e ficam mais propensos a uma escuta também mais atenta, respondendo positivamente ao seguimento das orientações de saúde. Resultado de uma confiança mútua estabelecida a partir dessa relação. 

 Comunicação: Em um contexto da saúde, uma falha de comunicação pode significar um prejuízo enorme na qualidade de vida de uma pessoa. Estudos apontam que 70% dos erros de atenção à saúde estão relacionados a comunicação ineficaz.  A assertividade na comunicação é determinante para a qualidade e segurança na prestação de cuidados  e é essencial para a construção do vínculo e da confiança.  As percepções sobre a  qualidade do cuidado que o paciente recebe está atrelada às interações entre ele e a equipe de saúde, demonstrando a importância das habilidades comunicativas para a eficácia do tratamento. Falo mais sobre esse tema aqui

 Trabalho colaborativo: Para nós, a colaboração é a soft skill mais importante, é o que norteia nosso propósito de transformar o cuidado em saúde.

A colaboração requer a intenção do profissional em contribuir com o trabalho realizado pelo outro, superando os desafios e fortalecendo uma relação de parceria entre todos os envolvidos. Quando há troca de informações e conhecimentos é possível ter a compreensão do todo, desde o atendimento das demandas e necessidades até o alinhamento de objetivos para o benefício e melhor planejamento do cuidado.

Podemos perceber que essas são habilidades que se complementam. Quando eu atuo de forma empática, eu consigo ter uma escuta mais ativa, melhorando a comunicação com todos os envolvidos e, consequentemente o trabalho em equipe acontece com fluidez, de forma personalizada e centrada no paciente. 

 Como desenvolver as Soft Skills?

 Fazer uma autoavaliação de forma reflexiva é fundamental para compreender as soft skills bem desenvolvidas e presentes no comportamento e aquelas que precisam ser aprimoradas ou até mesmo desenvolvidas. Buscar esse autoconhecimento é o primeiro passo para quem busca aperfeiçoamento.

 Outro ponto importante também é ouvir feedbacks das pessoas que você convive, daquelas que você se relaciona no trabalho e de seus clientes.

 Ter clareza dos seus objetivos, saber porquê você faz o que você faz e como deseja ser reconhecido traz o entendimento do que é preciso fazer, e a partir disso, reconhecer as habilidades comportamentais que você precisa ter para realizar com sucesso o seu trabalho. Se colocar nessas situações, lidar com essas competências na prática e de maneira reflexiva é a melhor forma de aprimorá-las. 

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