Essa perspectiva tem endereço. De 2012 a 2021, atuou no CENER, um dos centros de atendimento especializado da Fundação, com estimulação precoce e reabilitação de crianças com deficiência. Ali o cuidado multiprofissional acontecia no mesmo espaço físico: a equipe compartilhava o prontuário, discutia estudo de caso na mesma sala e via a criança evoluir a partir de uma leitura comum. Ninguém precisava perguntar o que o outro tinha observado na semana anterior — estava ali, escrito, ao alcance de quem atendia.
Na clínica particular, a mesma criança, o mesmo objetivo terapêutico, e a informação espalhada. Relatório num arquivo, evolução num caderno, orientação à família num áudio de WhatsApp. Cada profissional com um pedaço do histórico, e a família repetindo a mesma anamnese em cada porta nova. A diferença entre os dois cenários nunca foi de competência clínica: era de acesso à informação.
É essa diferença que a Mais Terapias existe para fechar. Ela traz para o produto a perspectiva de quem sabe o que se perde quando o registro não circula — e o que muda quando ele circula com critério, para quem faz sentido, com o paciente no centro.